Esses dias andei pensando algumas coisas sobre o porque de ser tão difícil dizermos adeus, ou porque é tão doloroso. Isso porque mais um livro está sendo escrito falando da mesma droga de pessoa. Qual é o meu problema? Sério não dá mais, daqui a pouco o peste vai estar casado e com três filhos e eu vou estar aqui no meu décimo livro sobre como tudo deu errado e como eu quis que ele morresse e terminando a história dizendo que superei. Mas é que isso foi o mais próximo de amor que já cheguei e podia ter dado certo mas é consenso e unanimidade entre todas as minhas células que o fim é o fim. Pelo menos não tenho mais fantasias sobre um suposto retorno, essa foi a parte mais deprimente da história. Às vezes, quando eu volto a falar disso, e escrever sobre isso sinto como se não tivesse progredindo na vida, o que é uma grande mentira, apesar de estar escrevendo aqui só pra mim mesma e talvez um certo zé mané que pode estar por aqui dando uma sondada.. A propósito: Oii querido! Voltando ao foco, eu consigo ver exatamente o que eu sou e sei tem algo de muito especial aqui dentro esperando pra desabrochar algo que sufoquei com minhas palavras amargas e minhas falsas crenças. Eu sempre busquei ser boa em alguma coisa, parecer pelo menos, e o que eu sou sempre esteve ali, sou uma contadora de histórias, é por isso que gosto tanto de escrever sobre minha vida de fantasiar coisas sobre ela, de escrever sobre pessoas em lugares distantes, de falar de você. É como um personagem de um filme antigo do qual eu odiava mas que agora amo porque é uma boa história, apesar de ter tido um desfecho dramático demais para a mocinha. Acho que no fundo, no fundo mesmo eu só quero dizer que aprendi a dizer adeus e que finalmente entendi que pra mim você é só uma história e eu uma contadora de histórias. Então acomode-se e prepare-se porque virão inúmeros capítulos.








